Manual do Brasil: geografia e paisagem

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A ocupação humana do área que viria a ser o Brasil remonta a dezenas de milhares de anos, segundo vestígios arqueológicos e sítios de arte rupestre localizados em regiões como a Serra da Capivara. Quando os navegadores europeus chegaram no século dezesseis, milhões de indígenas pertencentes a várias nações, como os tupi‑guarani, os macro‑jê e os aruaques, ocupavam a costa e o interior. Esses povos cultivavam mandioca, praticavam caça e pesca, mantinham relações comerciais e guerreavam entre si. Suas línguas e crenças variavam muito, mas apresentavam conhecimentos sofisticados sobre o ambiente, transmitidos oralmente. A organização social valorizava a liderança conquistada e não apenas a hereditariedade, e a escravidão praticada entre tribos tinha significado diferente da escravidão europeia. Essas sociedades deixaram legados permanentes na linguagem, na culinária e na arte brasileiras, apesar de terem sido drasticamente reduzidas pela colonização.

Descobrimento e povoamento


Em vinte e dois de abril de mil e quinhentos, o navegador idioma português Pedro Álvares Cabral aportou em terras que os portugueses chamariam de Brasil, embora relatos sugiram que Vicente Yáñez Pinzón já tivesse avistado a costa alguns meses antes. Pelo Tratado de Tordesilhas, assinado em mil quatrocentos e noventa e quatro, a região pertencia à Coroa Portuguesa. O colonizador iniciou a exploração do pau‑brasil, madeira de alto valor utilizada como corante, e estabeleceu os primeiros povoados, como São Vicente em mil quinhentos e trinta e dois. Plantations de cana‑de‑açúcar proliferaram no litoral nordestino, alimentadas pelo trabalho de indígenas escravizados e, posteriormente, de africanos trazidos em amplo número. No século dezessete, bandeirantes partiram de São Paulo em expedições que expandiram as fronteiras e buscaram metais preciosos. A descoberta de ouro e diamantes em Minas Gerais, no final do século dezessete, transformou a mais informações atividade econômica colonial e atraiu migrantes.

Formação do império


O século dezenove foi marcado por grandes transformações. Em mil oitocentos e oito, a família real portuguesa transferiu‑se para o rios de Janeiro, fugindo das invasões napoleônicas. O Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido em mil oitocentos e quinze e, em sete de setembro de mil oitocentos e vinte e dois, dom Pedro proclamou a independência, tornando‑se o primeiro imperador do Brasil. O império brasileiro estabeleceu um governo centralizado e expandiu fronteiras, mas enfrentou revoltas regionais e debates sobre a manutenção da escravidão. A Lei Eusébio de página Queirós (mil oitocentos e cinquenta) proibiu o tráfico de escravos, e a Lei do Ventre Livre (mil oitocentos e mais informações setenta e um) libertou filhos de escravas. Em treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito, a Lei Áurea aboliu a escravidão, mas não criou políticas de inclusão, deixando muitos libertos sem apoio. No ano seguinte, um golpe militar depôs o imperador dom Pedro II e proclamou a regime republicano.

República e democracia


O período republicano passou por fases distintas. A Primeira república (mil oitocentos e oitenta e nove a mil novecentos e trinta) foi dominada por oligarquias cafeeiras e latifundiárias, resultando em eleições fraudulentas e exclusão política. A Revolução de 1930 levou Getúlio Vargas ao poder, inaugurando uma era de nacionalismo, centralização e industrialização. Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil experimentou breves períodos democráticos intercalados por golpes. O golpe de mil Brasil novecentos e sessenta e quatro instaurou uma ditadura militar que durou vinte e um anos. Somente em mil novecentos e oitenta e cinco o nação obtenha mais informações voltou a ter governo civil, com a promulgação da Constituição de mil novecentos e oitenta e oito, que instaurou a estado republicano federativa presidencialista e assegurou direitos civis. Nas décadas seguintes, o Brasil avançou economicamente, reduziu a inflação com o Plano Real e ampliou programas sociais como o Bolsa Família. Ao mesmo tempo, crises políticas, denúncias de corrupção e polarização ideológica desafiaram a estabilidade democrática. Apesar disso, o país sediou grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, projetando‑o no cenário global.

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